segunda-feira, 3 de setembro de 2018

CAPÍTULO 17 – COUNTING STARS


MÚSICA QUE INSPIROU O CAPÍTULO:



Amanda bateu três vezes na janela do quarto de Juliana - um sinal combinado e utilizado pelas duas há anos, desde que tinham começado a sair às escondidas - por volta das oito da manhã. Horário seguro, pois tanto o pai quanto a mãe já tinham saído para o trabalho. Soube que tinha acordado a irmã quando esta a deixou entrar, ainda de pijama e com cara de sono.
Depois de afastar as almofadas e travesseiros arrumados para que quem olhasse de longe achasse que era ela que estava ali dormindo, Amanda se atirou na própria cama:
- Estou completamente apaixonada!
Apesar da expressão de pura felicidade no rosto de Amanda, a reação de Juliana não foi nem um pouco favorável:
- De novo? Well... Whatever.... Que seja infinito... Enquanto durar!
Sem perder o sorriso bobo que tinha nos lábios, Amanda a ignorou:
- Já estou morrendo de saudade... 
Deixou que os pensamentos a levassem de volta ao momento em que tinham se despedido... Aos milhares de beijos, carícias, promessas e olhares que haviam trocado antes de Amanda voltar para a casa dos pais, deixando Mirella sozinha no quarto do pequeno hotel onde tinham passado a noite juntas, pronta para partir para Florianópolis
Deixou escapar um suspiro...
- Preciso dar um jeito de voltar pra Floripa!
Só percebeu que tinha pensado alto quando Juliana sugeriu:
- Diz que vai conversar com a Flora.
Com certeza Elaine apoiaria, pois adorava Flora e ficara visivelmente triste ao saber que Amanda tinha terminado com ela. Seria perfeito se Amanda não desejasse exatamente o contrário.
- Nem pensar! A mãe vai achar que eu e a Flora vamos voltar, só vai servir pra se tornar ainda mais difícil quando eu disser que...
Impossível para Juliana deixar de implicar:
- Que está de novo com alguém que tem a idade dela?
Amanda a contestou imediatamente:
- A Mirella só tem 45.
Juliana riu:
- Ah, Amanda, tenha dó. Três anos mais nova que a mãe só. 
Fez uma pausa dramática antes de dar seu veredicto:
- Ela vai surtar igual.
A irmã estava certa, Amanda sabia perfeitamente disso. Mas naquele momento, a última coisa que queria era pensar em possíveis e futuros problemas e obstáculos: 
- Exatamente por isso eu não vou contar... Ainda.
Ao invés disso, se permitiria desfrutar a satisfação que se lembrar em detalhes cada instante da noite maravilhosa com Mirella lhe trazia.


Já era de noite quando a reunião de Mirella terminou. Se não fosse inadiável, teria desmarcado, apenas para poder ficar com Amanda mais um pouco. Um dia, uma noite, uma semana, um mês, o quanto fosse. Seria insuficiente para quem desejava mais, muito mais do que apenas uma vida inteira. Riu de si mesma, pensando e agindo como adolescente... Naquela idade. Admitia que estava sendo ridícula, com a condescendência de quem sabe que merece e tem direito a isso. Citou Fernando Pessoa mentalmente: “todas as cartas de amor são ridículas” e riu mais ainda.
Encostou-se na cadeira, a cabeça inclinada para trás, foi para o teto que falou:
- Amor.
Baixinho, como se experimentasse a palavra, o som e o sentimento. Inacreditáveis, para quem, como ela, tinha vivido no exílio dele durante tanto tempo. Desde a virada do milênio. Dezessete anos, para ser mais exata. Jamais esqueceria o dia em que recebera a notícia fatídica. O tiro, saído de um revólver nervoso durante um assalto, havia roubado a mulher que amava, de uma maneira injustificável, incompreensível e inacreditável. 
Tinha vagado pelos rituais fúnebres como se fosse ela que tivesse perdido a vida. Sem forças para contestar a família de Liliane repetindo: “é uma amiga” para justificar sua presença a quem perguntava. Assim como a percepção que só tivera no hospital, de que era da “vítima” exatamente o que se sentia: nada.
O apartamento que alugavam e dividiam deixara levando apenas seus pertences pessoais. Apesar de todos insistirem para que não fizesse isso, afastou-se de tudo, objetos e pessoas. Não suportava os lugares, nem os amigos em comum, muito menos as lembranças que traziam. Mudou-se do Rio de Janeiro para Florianópolis com o carro praticamente vazio, reflexo de como se sentia.
Durante os primeiros anos tinha afogado o luto em lágrimas regadas a muita bebida, até o sofrimento e a dor se transformarem em algo congelado, suspenso em criogenia. Direcionou toda a sua energia para o trabalho, era a única coisa que a possuía. Só depois de quase uma década de solidão se permitira desfilar a imagem de profissional bem sucedida nos bares, nas festas e nas camas que escolhia. Voltara a se relacionar sem que ninguém tivesse sequer lhe arranhado a superfície. A única exceção era Cris, com quem estabelecera um vínculo sólido a ponto de quase ter oferecido risco. E de certa forma, no fim acabara sendo um alívio terem passado para outro plano, pois Maria Cristina se tornara - e era ainda - sua melhor amiga, a única em quem confiava e com quem realmente se abria. Foi por isso que saiu do escritório direto para a casa dela e de Maria. 
As duas a estavam esperando dentro da piscina. Mirella se sentou no chão, perto da beirada, as pernas cruzadas uma sobre a outra. Cris parou ao lado dela e, sem sair de dentro da água, se segurou na borda:
- E então?
O sorriso que Mirella lhe lançou poderia ter servido como resposta, mas ela fez questão de dizer:
- Eu estou...
Antes que pudesse terminar a frase, foi interrompida pelas duas. Cris completou do jeito dela:
- Louca.
E Maria falou ao mesmo tempo, só que de maneira totalmente oposta:
- Feliz!
Riram juntas antes de Mirella afirmar com todas as letras:
- Estou apaixonada.
A risada de Maria estava repleta de prazer e alegria:
- Eu sabia! 
Aproximou-se da borda e abraçou Cris por trás:
- Não te falei?
Óbvio que Cris não daria o braço a torcer tão fácil:
- Ah, quer dizer então que você é vidente agora?
Maria voltou a rir, dessa vez de uma maneira deliciosamente implicante:
- Vidente não, meu amor. Isso se chama mapa astral!
Cris se virou para ela, com os olhos franzidos e balançando a cabeça levemente, em total incompreensão, levando Maria a explicar:
- Estou brincando. 
Enlaçou-a pelo pescoço e a beijou de leve nos lábios antes de concluir:
- Estava na cara, era só ver como as duas se olhavam. 
Sem se soltar de Maria, mantendo-a nos braços, Cris se virou para Mirella e revelou o que realmente a preocupava:
- Ela é jovem demais.
Mirella não tentou dizer nada. Nem precisava, Maria veio em sua defesa de imediato:
- Isso não faz diferença, Cris. O amor! É a única coisa que importa.
Todos aqueles anos juntas, a despeito de tantas possíveis incompatibilidades - que não atrapalhavam, pelo contrário -  faziam com que Cris concordasse sem precisar parar para pensar:
- Você tem razão. 
Acabou repetindo para Mirella o que tinha escutado de Inês, há tanto tempo que parecia ser em outra existência. E era, uma vida que agora lhe parecia inteiramente vazia e sem sentido, antes de encontrar o amor e a felicidade com sua Maria Lua:
- Se ela faz isso com você, se te deixa assim, merece o nosso respeito e consideração. Traga ela aqui em casa, queremos conhecê-la direito. 
Os pensamentos de Mirella já estavam longe...  Em Rio do Sul:
- Assim que ela voltar para Florianópolis.
Expressou num suspiro o quanto dois dias sem Amanda pareciam uma eternidade:
- Depois de amanhã.
O sorriso de Maria deixava claro o quanto estava achando aquilo lindo. Cris, que nunca havia visto e tinha como certo que jamais veria Mirella daquele jeito, também sorriu:
- Estamos felizes por você. De verdade.


Nos dois dias intermináveis que se seguiram, Amanda suportou não só a saudade de Mirella, mas a implicância sem limites de Marina e Débora. Agora que tinham aparado as arestas, as duas estavam, mais do que nunca, em sintonia.
A expressão das amigas na chamada em vídeo do whatsapp quando contou que ela e Mirella estavam namorando já dizia tudo. Débora nem precisaria ter falado: 
- Não acredito que você se declarou apaixonada na primeira vez que ficaram juntas!
Marina estava totalmente de acordo:
- Eu já disse mil vezes pra Amanda nunca, jamais dizer que está apaixonada tão rápido, mas ela não me escuta.
Nada daquilo abalou a certeza e a confiança de Amanda, ela possuía a maior prova de que, naquele caso, as amigas estavam equivocadas:
- Foi a Mirella que falou primeiro. Eu não tinha porque mentir, muito menos omitir que eu também sinto o mesmo. 
Amanda parou e suspirou, seu olhar se tornou vago, perdido em pensamentos que tinham um direcionamento claro, inteiramente perceptível. Verbalizou-os apenas para confirmar o que tanto Débora quanto Marina já sabiam:
- A Mirella é incrível! Nem acredito que nós estamos namorando...
Depois de tudo que já presenciara - a verdadeira odisseia com Michelle antes, durante e depois de Amanda namorá-la -, a única coisa que Débora podia fazer era debochar:
- Ai, Amanda... Por que será que isso não me espanta?
Tanto ela quanto Marina já tinham ouvido tudo aquilo. Exatamente por isso era impossível levarem a sério:
- Namorando depois da primeira trepada. Quer dizer então que, como boa lésbica à moda antiga, no próximo encontro você já pode levar a mudança.
Foi de uma maneira inteiramente bem-humorada que Amanda recebeu a colocação de Marina:
- Eu até pensaria nisso... Se eu me sustentasse sozinha. Infelizmente, não tenho como pedir ninguém em casamento, muito menos uma mulher maravilhosa, empoderada, assumida, totalmente independente e...
Desistiu de completar a frase já que, às gargalhadas, Marina e Débora não a  ouviriam. Débora ainda estava rindo quando falou: 
- Ok, ok. Já compreendemos a aura de perfeição em que a Mirella está envolvida.
Marina, por sua vez, foi incisiva:
- Vamos ver até quando.
A mudez de Amanda se deu por dois motivos. Em primeiro lugar, porque seu passado realmente a condenava. Em segundo, por ter plena consciência de que mudaria a ideia que as amigas faziam sobre ela com ações e não com palavras.
Com a sensibilidade e o entendimento que lhe eram habituais, Débora percebeu o estado em que Amanda se encontrava e fez questão de deixar claro:
- Brincadeiras à parte, sabe que nós te apoiamos e estamos torcendo por você, não sabe?
O tom de Marina também mudou completamente:
- Só queremos que você tome cuidado, pra não se machucar de novo.
A felicidade cristalina contida no sorriso de Amanda foi a mais convincente de todas as respostas:
- Podem ficar tranquilas, porque dessa vez vai ser totalmente diferente. 


Quando Amanda desligou, Marina e Débora continuaram deitadas lado a lado na cama. Quem quebrou o instante de silêncio preocupado foi Marina:
- O que você acha?
Débora não precisou pensar, tinha a resposta na ponta da língua:
- Que a Amanda tem razão.
A perplexidade de Marina não poderia ser maior:
- Ahn?
Nem a rapidez com que Débora justificou sua afirmação, deixando evidente a velocidade de seu raciocínio:
- É totalmente diferente mesmo. A Michelle era casada, traiu a mulher com a Amanda dentro da casa delas, conhecia a Amanda desde bebê, ela nunca falou que estava apaixonada nem nada do tipo, tinha um monte de culpa envolvida na relação.
 Impossível para Marina discordar:
- É, verdade. Essa aí terminou com a namorada, foi atrás da Amanda em Rio do Sul e – que coragem! – ainda se declarou na primeira noite. Pelo jeito não está para brincadeira.
Virada para ela, Débora passou a mão pelo rosto de Marina, numa carícia delicada e suave:
- Sim, ela parece realmente interessada e super bem intencionada.
Com a mesma ternura apaixonada, Marina beijou a mão de Débora. Menos de um segundo depois, a enlaçou pela cintura e colou o corpo no dela. Foi com os lábios percorrendo o pescoço da namorada, arrancando tremores e suspiros de prazer que a contestou:
- Ou bem mal intencionada, dependendo do ponto de vista.
Enquanto riam juntas, Marina aproveitou para se encaixar em cima de Débora, que a apertou em seus braços e a puxou ainda mais para si antes de lançar seu parecer final:
- Já que a Amanda está na mesma vibe, as intenções dela não poderiam ser melhores.
Marina aproximou a boca da de Débora, até sentirem perfeitamente nos lábios a respiração uma da outra:
- Essa tal de Mirella merece nosso voto de confiança então?
Sem dúvida nem hesitação alguma, Débora afirmou:
- Com certeza!
Igualmente ansiosa em dar o assunto por encerrado para poder se dedicar integralmente ao beijo que se seguiu.


Durante toda a viagem de Rio do Sul para Florianópolis, Amanda enviou e recebeu mensagens de Mirella pelo whatsapp. A última - quando o ônibus estava entrando na ponte: “já estou aqui” - fez com que aqueles minutos restantes, antes de chegar na rodoviária, conseguir desembarcar e pegar a mala, se enchessem da mais profunda ansiedade. Assim que passou pelo portão de desembarque a viu, esperando-a com um sorriso radiante. Venceu quase correndo os metros que as separavam, mas ao ficar frente a frente com ela parou, incerta de como agir, uma vez que tudo era recente demais e não fazia ideia do que Mirella pensava sobre demonstrações de afeto em público.
Os minutos que Mirella esperou foram poucos, mas pareceram horas para quem, como ela, estava louca para ver Amanda e tê-la nos braços de novo. Avistou-a muito antes de ser vista, ficou parada observando, ou melhor, encantando-se ainda mais com cada movimento, gesto, respiração, tudo que vinha dela parecia oferecer um pouco mais de felicidade, prazer e satisfação ao seu mundo. Quando Amanda ficou a milímetros de distância, largou a mala de rodinhas que vinha puxando e parou, viu nos olhos dela, diversas camadas de insegurança e incerteza. Livrou-a da primeira tirando as mãos dos bolsos da calça social, segurando-a pela cintura e roçando os lábios nos dela. Um beijo rápido, mas repleto de significado. Depois, a estreitou com firmeza, extravasando toda a saudade e todo o amor que sentia naquele abraço.
Com os olhos fechados, o rosto colado no de Mirella e os braços ao redor dos ombros dela, Amanda permitiu que o que estava sentindo fluísse e a tomasse. Falou baixinho, bem pertinho do ouvido, com a voz embargada pela emoção:
- Ah, meu Deus, eu te amo!
A primeira reação de Mirella foi se arrepiar inteira com a declaração repentina, imprevista e inteiramente inebriante. A segunda refletia com exatidão quem e como ela era. Brincou, de um jeito bem-humorado, divertido e provocador:
- Eu não esperava esse seu fervor religioso.
Arrancou de Amanda não uma, mais várias risadas. Demorou até que fosse capaz de parar e olhar para Mirella, que antes de qualquer coisa, fez questão de afirmar:
- Eu também te amo. 
Fez uma pausa tão absolutamente ardente e intensa quanto o tom que usou ao completar:
- E estou louca pra te mostrar o quanto.
A forma como os olhos de Amanda brilharam, o sorriso que ela lhe lançou levaram Mirella a perceber que o melhor a fazer era sair logo dali. Estendeu a mão esquerda para Amanda, devorando-a com os olhos:
- Vamos? Antes que eu não responda mais por mim...
Uma nova risada deliciada antecedeu o momento em que Amanda aceitou. 
Caminhou de mãos dadas com Mirella até o estacionamento, sem que nenhuma das duas sentisse o chão em que pisavam nem enxergasse nada além da mulher magnífica ao seu lado.

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Postado em 05 de novembro de 2018 às 18h.

2 comentários:

  1. Um cap. maravilhoso, creio q ele se resume ao q Débora afirmou (leiam o cap. pois não darei spoiler).

    Adorei Di...

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  2. Na busca pela lucidez perdida no meio desta paixão avassaladora, assistimos a conversas, que com o humor que envolve a intimidade que se tem com os amigos, vieram sossegar um pouco o desassossego que vivem Mirella e Amanda. kkkkkk Em especial deliciei-me com a conversa de Mirella com as 'Marias', e a maneira peculiar e leve das 'Marias', cada uma à sua maneira , de trazerem simplicidade a tudo.... Vamos ver o que nos reservas para o próximo, não sei não, desconfio de tanta "rapidez", quando passar este estado de euforia vamos ver o que resta...
    Beijos ;)

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