segunda-feira, 3 de setembro de 2018

CAPÍTULO 10 - YOU


MÚSICA QUE INSPIROU O CAPÍTULO:



- Pensei que você fosse me fazer gritar...
Não chegou a ser uma reclamação, mas ficou evidente a decepção de Flora com o nervosismo e o desconforto que Amanda sequer tentou disfarçar:
- Melhor não. Vai que a sua mãe chega?
Depois de deixar escapar um suspiro repleto da mais profunda indignação, Flora saiu de cima de Amanda e se levantou da cama:
- Amanda, se a minha mãe disse que vai dormir na Mirella, ela não vai voltar hoje. Até porque ela saiu exatamente pra nos deixar à vontade.
O silêncio de Amanda não enganou Flora, ela sabia exatamente o que a namorada estava pensando:
- Eu não ia te trazer aqui sem falar pra minha mãe. Normal.
Amanda se sentou no colchão e começou a se vestir:
- Tá, mas mesmo assim, eu não me sinto à vontade.
Flora também colocou a calcinha e uma camiseta enquanto dizia:
- Por que não? Minha mãe não tem nada contra você, muito pelo contrário! Na verdade, ela está começando a achar que você não gosta dela. E eu agora tenho certeza.
A surpresa e a perplexidade de Amanda eram legítimas:
- Por que eu não ia gostar da sua mãe?
Pôs-se de pé, se aproximou de Flora, colocou os braços ao redor de pescoço dela, a beijou e foi integralmente correspondida. 
Quando as bocas se separaram, o tom de Flora havia mudado, não tinha mais nada de agressivo:
- Você nunca quer vir e só veio hoje porque ela não estava. É meio óbvio, não é?
A última coisa que Amanda queria era vê-la triste. Segurou o queixo de Flora entre o polegar e o indicador da mão direita e a fez erguer a cabeça:
- Flora, olha pra mim.
Sustentou o olhar dela e afirmou sorrindo, da maneira mais bem-humorada possível:
- Você pensar que eu não gosto da sua mãe é um absurdo, isso sim!
Flora sorriu de volta, ergueu a mão direita e a passou pelos cabelos e pelo rosto de Amanda, numa doce e suave carícia:
- Então por quê? Me diz.
Sem poder confessar o motivo real, Amanda buscou algo plausível que, no entanto, não era mentira:
- Eu não estou acostumada, é estranho pra mim. 
Durante um instante que pareceu durar uma vida, Flora a olhou nos olhos, fazendo Amanda pensar que tinha se traído. Indescritível o alívio que sentiu ao perceber que não.
- Quer saber o que é estranho? Sua família mora em outra cidade, mas eu já fui lá três vezes em menos de dois meses. E essa é a segunda vez que você vem aqui.
Soltou-se de Amanda e recuou, se afastando apenas o suficiente para ficar fora do alcance das mãos dela. Amanda respeitou a distância física estabelecida, tentou se aproximar falando da forma mais carinhosa possível:
- É mais fácil ir pra minha casa, além de ser do lado da faculdade, eu moro sozinha.
A voz e o olhar de Flora também suavizaram, mas isso não a deixou menos firme ou decidida:
- E eu moro com a minha mãe. Não dá pra gente ficar só na sua casa sempre, por mais fácil e confortável que seja... Pra você.
Enfatizou bem as duas últimas palavras, deixando claro para Amanda que não era justo nem certo continuarem daquele jeito. 
- Você tem razão. Vamos mudar isso. 
A felicidade de Flora foi tão imediata quanto palpável. Com um sorriso que Amanda achou delicioso e magnífico, se atirou em seus braços e colou os lábios nos dela com todo o seu ardor, intensidade e ímpeto.
Quando o beijo terminou, Amanda não resistiu:
- Acabamos de ter a nossa primeira briga, é isso?
A implicância teve uma réplica à altura:
- Pelo visto sim. E olha que maravilha, agora vem o melhor...
Deixou no ar e esperou que Amanda perguntasse, exatamente como esperava e queria:
- O quê?
Respondeu já com a boca roçando no pescoço de Amanda, as mãos buscando pele por baixo das roupas que, a caminho da cama, foi despindo:
- Sexo de reconciliação...


Marina alcançou Débora com facilidade, pois ela estava parada a alguns metros da porta, de olhos fechados. Chamou-a sem disfarçar o quanto estava enervada. Nem assim ela se moveu. Continuou muda e parada no mesmo lugar. Só quando Marina se aproximou e a tocou no braço, Débora olhou para ela, sorrindo:
- Oi...
E fechou os olhos novamente, obrigando Marina a perguntar:
- Você está bem?
A resposta foi dada sem que Débora voltasse a fitá-la:
- Estou procurando o meu carro.
A primeira reação de Marina foi rir, a segunda sacudir a cabeça em desaprovação e a terceira tentar trazê-la à razão:
- Como?
Falhou no intento, pois Débora continuou viajando:
- Eu posso ver onde está. Na minha cabeça.
Sem paciência alguma, Marina pegou a pequena bolsinha que Débora tinha pendurada no ombro e tentou abri-la:
- Vamos fazer o seguinte? Me dá a chave. Eu encontro ele pra você.
Fazendo com que finalmente Débora abrisse os olhos e a encarasse enquanto arrancava a bolsa das mãos dela:
- Não. Você tem o seu carro.
Depois de respirar fundo, Marina tentou se acalmar o suficiente para ser capaz de entrar na lógica - ou falta de - dela: 
- Eu não vim de carro.
Na mesma hora, Débora riu. Passou os braços ao redor do pescoço de Marina e colou o corpo no dela, de uma maneira indiscutivelmente provocante:
- Então pede pro seu primo vir buscar a gente... 
Aproximou a boca da de Marina e soprou, pronta para beijá-la:
- Você nunca me levou de táxi...
Teria conseguido, se Marina não se esquivasse:
- Vem comigo. Vamos voltar lá pra dentro.
Não soube como teve forças para praticamente arrastá-la, com Débora tentando resistir:
- Não... Vamos lá... Eu quero que você me coma no táxi do seu primo... Como fez com a Amanda... Faz comigo...
Xingando mentalmente Amanda por ter contado aquilo, guiou Débora em direção ao bar. Soltou-a e virou-se durante um instante ínfimo, para pegar uma garrafa de água. Quando voltou, deparou-se com algo que absolutamente não esperava. Um cara desconhecido beijando Débora no pescoço, passando a mão nela e rindo. Aproveitando-se sem o menor constrangimento, sentindo-se no direito de fazer aquilo, enquanto Débora tentava se livrar e chamava por Marina. Partiu para cima dele num misto de nojo, revolta e fúria incontroláveis:
- Tira as mãos dela, seu filho da puta!
O empurrão o pegou de surpresa, afastando-o alguns metros de Débora. Marina voltou toda a sua atenção para Débora. Segurou o rosto dela entre as mãos com o mesmo carinho com que perguntou:
- Você está bem?
Um puxão violento a fez virar e ficar frente a frente com o cara que tinha acabado de empurrar. Ele berrou com um ódio inegável:
- Tá pensando que vai ficar assim, sapatão?
Acertou-a com fúria no rosto. Marina caiu no chão, tonta pelo soco, pela dor e pela total incredulidade que a tomou, pois ninguém fez nada. Foi erguida por um dos seguranças da casa que, segurando-a com firmeza pelo braço, a arrastou juntamente com Débora até a porta e as empurrou para fora da festa:
- O cara com quem você brigou foi buscar os amigos pra dar uma lição nas duas, é melhor vocês sumirem daqui.
Ainda sem ser capaz de acreditar, a única coisa que Marina conseguiu dizer foi:
- Você não vai fazer nada?
Ele riu:
- Você quer pegar mulher igual a homem, não quer? Então também pode apanhar igual a homem.
Ficou completamente sem palavras. Antes que pudesse se recuperar para reagir de qualquer forma, o segurança olhou para dentro e, sem disfarçar o quanto estava gostando, se divertindo e de acordo com aquilo, a alertou:
- É melhor "as sapatão" correrem.


Mesmo depois, nos anos que se seguiriam, Marina não saberia dizer como, praticamente carregando Débora, conseguiu achar a chave e o carro, colocar Débora sentada no banco de passageiros, sentar ao lado dela e trancar todas as portas e janelas no momento exato em que os cinco homens enfurecidos as encontravam, cercavam o veículo e, urrando ofensas e ameaças, chutavam e esmurravam os vidros e lataria. 
Saiu cantando pneu, sem olhar para trás, rezando para ser capaz de livrá-las, ilesas de todo e qualquer risco. Foi ainda aterrorizada, com o coração e a pulsação completamente acelerados pela adrenalina que parou na frente da garagem do prédio de Débora. O porteiro as deixou entrar assim que reconheceu o carro pelo adesivo do condomínio no vidro. Quando tentou dar partida novamente e o carro morreu, Marina agradeceu mentalmente por não ter acontecido enquanto estavam fugindo. Depois que estacionou na vaga do apartamento da mãe de Débora tentou afastar o pavor e se acalmar. Fechou os olhos, encostou no banco e respirou fundo. Só então olhou para Débora, que estendeu a mão direita em direção ao seu rosto e disse:
- Está doendo?
O próprio reflexo no retrovisor mostrou o que os momentos de terror a tinham feito esquecer. Seu olho direito estava bastante machucado, vermelho e inchado, mas a ferida física não era, nem de longe, a maior dor que naquela noite havia sofrido. Pela primeira vez na vida tinha sentido a fúria do machismo e da lesbofobia na própria carne e isso causara uma rachadura imensa em tudo que pensava, acreditava e confiava. Sua própria essência não seria mais a mesma, jamais.
Como se afinal compreendesse o que tinha acontecido, Débora começou a chorar, de forma quase convulsiva. Entre os soluços que a sacudiam, pediu incansavelmente:
- Desculpa... Me desculpa...
Levando Marina a afirmar:
- Você não tem culpa.
Não estava mentindo. Realmente pensava, na verdade sabia que a tanto a culpa quanto a responsabilidade de uma ação criminosa era de quem a tinha cometido, nunca de quem a tinha sofrido. Pois nada - muito menos o clássico “ela estava pedindo” - justificava abuso ou violência de qualquer tipo. Se tinha certeza de algo na vida, era disso. 
Ao perceber a incapacidade de Débora de destrancar a porta, Marina retirou as chaves das mãos dela e a abriu. O apartamento totalmente escuro a fez perceber o que, logo depois, Débora confirmou:
- Minha mãe está no plantão.
Um lado de Marina gostou, o outro se apavorou com a notícia, uma vez que não tinha como deixá-la sozinha, o que significava passar a noite ali. 
Acomodou-a no sofá da sala e foi até a cozinha pegar um copo e uma garrafa de água. Ao se virar, deparou-se com Débora, que passou por ela e começou a procurar algo dentro do congelador. Demorou, mas quando finalmente encontrou, caminhou trôpega em direção à Marina.
Oscilando entre a perplexidade e a forte emoção que a tomaram ao ver a preocupação de Débora com ela - a despeito de ainda se encontrar longe de seu estado normal -, Marina aceitou a bolsa térmica de gel que a ex namorada lhe estendeu:
- Vai aliviar... E vai... Vai ajudar. Ação... desinflamatória.
Marina teria estranhado o uso desses termos contrastando com a dificuldade evidente de Débora em estruturar e expor os próprios pensamentos, se não soubesse que a mãe de Débora era enfermeira. Ela estava obviamente repetindo o que já tinha escutado milhares de vezes. 
Aplicou a compressa gelada sem protestar, só afastou o gel do rosto e o jogou dentro da pia alguns minutos depois, ao ver que Débora tinha se atirado no sofá da sala. Antes que dormisse ali mesmo, levou-a para o quarto dela. 
Assim que fechou a porta, Débora a abraçou. Com o rosto colado ao de Marina, falou:
- Senti tanto a sua falta...
Marina retribuiu o abraço, apertou Débora com força, extravasando a própria saudade, mas não ousou confessar alto. Pensou apenas: “eu também”.
Tampouco teve coragem de despi-la, a fez sentar na cama e só descalçou os sapatos de Débora antes de soprar com suavidade:
- Agora deita e descansa.
Não precisou falar duas vezes, Débora obedeceu, enlaçando Marina pelo pescoço, puxando-a junto com ela enquanto pedia:
- Fica aqui comigo?
Isso, somado ao olhar que ela lhe lançou tornou a súplica irresistível para Marina, que se acomodou ao lado de Débora e a envolveu com os braços. O calor do corpo dela, a respiração em seu rosto tornou a possibilidade de relaxar impossível, mas o golpe fatal foi deliciosamente soprado em seu ouvido:
- Eu te amo.
Permaneceu imóvel, fingindo que estava dormindo, mas Débora passeou os lábios em seu pescoço, causando arrepios. Sussurrou:
- Faz amor comigo?
Antes de montar nela, se encaixando por cima. Começou a mover o corpo contra o de Marina, que cerrou os olhos e a própria vontade repetindo para si mesma: “ela não sabe o que faz, está fora de si.”
Concentração e esforço que não duraram muito e se mostraram completamente inúteis contra a persistência de Débora. Deixou escapar um gemido quando a mão dela subiu por suas coxas debaixo do vestido e se enfiou dentro da calcinha. 
Então, fez a única coisa que lhe restava: rolou sobre Débora, prendendo-a debaixo do próprio corpo e a beijou e beijou e beijou... Sem no entanto, passar disso. Transformando o desejo irrefreável na mais arrebatadora manifestação de amor e carinho.


A primeira a acordar na manhã seguinte foi Marina. Ainda com Débora nos braços, tinham dormido abraçadas e inteiramente vestidas. 
Completamente sóbria e sem o efeito da bebida e da adrenalina, o olho machucado latejava, causando uma dor que não chegava a ser insuportável, mas que também não tinha como ignorar. Apesar disso, Marina era Marina. Aproveitou para dar uma boa olhada em Débora, a imaginação complementando o que não era visível debaixo do vestido curto que ela ainda estava usando, guardando cada curva nas retinas, em especial o contorno das coxas, sua visão preferida. Mordeu o lábio inferior, louca para tocá-la, mas não o fez, apenas aproximou o rosto do pescoço de Débora e aspirou, suspirando quando o cheiro delicioso a atingiu. Ainda adormecida, Débora gemeu e se arrepiou, levando Marina a se afastar rapidamente. Jogou as pernas para fora da cama, se sentou, pegou a garrafa de água intocada na mesinha de cabeceira, encheu o copo que estava ao lado e bebeu. 
Pelo menos aquela sede iria aplacar - foi o que pensou, ainda sem saber, sequer desconfiar que, menos de um segundo depois, Débora pousaria a mão em seu ombro, colaria o corpo em suas costas e sopraria em seu ouvido:
- Marina... Você dormiu comigo, não dormiu?
Marina estremeceu, mas não gaguejou:
- Você sabe que sim.
Num movimento que deixava claro que não tinham perdido a intimidade, a sintonia nem a sincronia, Débora recuou de joelhos no colchão:
- O que eu não sei - na verdade eu não entendi - é porque ainda estamos vestidas.
E Marina se virou e olhou para ela, cortando completamente o clima. Débora levou as duas mãos à boca e, ao se lembrar do que tinha acontecido na véspera, exclamou a conclusão visível:
- O seu olho!
Pela expressão horrorizada de Débora, Marina calculou o estrago, ela nem precisaria completar, totalmente aflita:
- Está muito roxo, quase fechado...
A última coisa que queria era causar pena ou alarde. Preferiu trazer de volta o assunto no qual estava realmente interessada:
- Esquece, não foi por causa disso.
Com uma das sobrancelhas erguidas, Marina sorriu:
- Você não estava em condições de nada, muito menos de consentir.
Débora levou menos de um segundo para compreender e se recuperar do choque e da indignação de ver a mulher que amava ferida. Conhecia Marina o suficiente para saber que insistir só serviria para aborrecê-la. Por isso, deixou de lado, como ela e o momento pediam.
Sorriu de volta, se inclinou, o rosto a milímetros apenas, os lábios tão próximos que Marina quase sentiu o seu gosto quando ela deu a resposta à altura, exatamente o que queria: 
- Agora eu estou.
Depois, desceu as alças do vestido e o deixou cair, com a sensualidade que Marina tão bem conhecia. Não perdeu mais de uma fração de segundo admirando os seios dela, abriu os braços, o gesto acompanhando a provocação que devolveu em desafio:
- Se você quer, eu estou aqui.
A respiração de Débora se alterou, hesitou por um instante, preocupada em machucar ainda mais o rosto dela mas, por fim, se rendeu ao que ambas desejavam. 
Ergueu o vestido de Marina e o tirou pela cabeça com a mesma suavidade com que avançou assim que terminou de despi-la. Com as bocas coladas, empurrou-a para trás e, apesar da urgência e da voracidade inequívocas que a tomaram, se deitou sobre Marina sem perder o cuidado, muito menos a delicadeza.

CONTINUA NA PRÓXIMA 2a feira...
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Postado em 10 de outubro de 2018 às 18h.

4 comentários:

  1. Parabéns pelo capítulo, Diedra.
    Como sempre a riqueza de detalhes e a intensidade sempre presentes.
    Muito importante você falar sobre o amor entre iguais e também como esse amor incomoda e atinge diretamente a sociedade machista e preconceituosa em que vivemos.
    Senti a sua necessidade de falar sobre isso, pois o momento em que vivemos no país e que ameaça se instalar é preocupante.
    Episódios como esse são lamentavelmente frequentes em nossa comunidade LGBT.
    Que possamos ter esperança em dias melhores, onde nosso amor não seja motivo pra quererem nos matar.
    Que toda forma de amar seja respeitada e possa ser vivida fora de armários.
    Capítulo forte, real e necessário.
    Obrigada!
    Abraço!

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    1. Oi Katia!
      Tudo bem, linda?
      Obrigadíssima!
      bjo suuuuuuuuuuuper gigantesco e especial no coração!

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  2. Parabéns Di, parece q este cap. foi escrito nestes últimos dias de tão real q está, a coisa tá feia minha amiga... mas não voltaremos ao armário...
    Amanda no seu mundinho onde o umbigo é referencia e Flora mostrando q as nem tudo pode e deve ser como Amanda quer/imagina.
    Marina e Débora... q sufoco. Menos mal q elas vão ter a chance de ao menos tentar se entender.
    Mto bom... adorei o cap.

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    1. Na verdade, foi escrito faz meses, mas... Violência, machismo e homofobia não são coisas recentes, infelizmente.
      bjo suuuuuuuuuper mega especialmente giga no coração!

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