segunda-feira, 3 de setembro de 2018

CAPÍTULO 07 - DEMONS


MÚSICA QUE INSPIROU O CAPÍTULO:



Nos dias que se passaram e que rapidamente formaram uma semana, Amanda se encontrar com Flora na hora almoço e depois das aulas se tornou um hábito. Assim como ficarem juntas e depois irem cada uma para sua casa. Não se tratava de falta de interesse nem de vontade por nenhuma das duas partes. Na verdade, Amanda estava tomada da mais profunda insegurança e medo de avançar e aprofundar o contato. Não se sentia preparada, coisa que Flora respeitava.
Por mais que estranhassem, os amigos não disseram nada. Mas Amanda sabia perfeitamente que não demoraria para que algum deles falasse. Óbvio que foi exatamente quem esperava. Aproveitando que Bruno e Débora estavam em uma disciplina optativa que Amanda não cursava, Marina a chamou para conversar. Assim que se sentaram na cantina, lançou:
- Pode me falar.
Ainda tentou se fazer de desentendida:
- Falar o quê?
Inteiramente inútil, pois Marina foi direta até demais:
- Por que você e a Flora ainda nada?
Seria inadmissível tal intromissão, se Amanda não estivesse precisando desabafar:
- Eu não sei, eu... Na hora sempre me dá uma coisa e eu travo. 
Marina a esperou terminar para se manifestar:
- Por quê?
A resposta foi imediata:
- Sei lá, acho que estou com medo. Com medo não, estou apavorada.
Já a continuação levou um tempo e saiu quase suspirada:
- A Michelle...
Desta vez, Marina a interrompeu:
- Amanda, ex é ex! Passado. Guarda numa gavetinha e deu. Mesmo que você ainda esteja apaixonada por ela, precisa e vai passar porque ela tá em outra. Acabou. Vocês não vão voltar.
Os olhos de Amanda se encheram de lágrimas:
- Eu sei.
Que Marina não ignorou, mas também não acolheu:
- Faz parte. Levanta essa cabeça, bola pra frente! Você tem que esquecer a demônia jurássica e a melhor forma, com certeza é...
Conseguiu o efeito desejado, pois para Amanda foi impossível deixar de rir:
- Demônia jurássica?
A risada de Marina ecoou em todo o recinto, fazendo que as pessoas mais próximas a olhassem. No entanto, ela não deu a mínima, prosseguiu como se não tivesse acontecido nada: 
- Apenas um dos apelidinhos carinhosos que eu, Bruno e Débora usamos. Falando sério? Deixa de besteira e investe ou então para de enrolar a menina.


Durante o resto da tarde, Amanda pensou e pesou o que Marina havia lhe dito. Não tinha como discordar, sabia que ela estava certa, mas... Era nesse mas que residia todo o seu tormento. 
Naquela noite não jantou no RU, foi direto para o bar que sempre frequentavam, pediu e bebeu uma cerveja de litrão sozinha. Já estava bastante alterada quando recebeu a mensagem de Flora perguntando se queria encontra-la, respondeu na mesma hora, completando a mensagem com um convite que sabia ser irresistível. 
Não demorou muito, apenas alguns minutos para que Flora chegasse. Assim que ela se sentou ao seu lado, Amanda colou os lábios nos dela, de forma inteiramente clara. Nem precisaria ter sussurrado:
- Vamos pra minha casa?
A reação de Flora foi imediata e totalmente inesperada:
- Você bebeu, né?
Amanda riu:
- Só um pouquinho.
Voltou a beijá-la e foi inteiramente correspondida. No entanto, ao contrário do que pensava, aquilo não encerrou a questão. Pelo contrário. Assim que os lábios se separaram, Flora falou:
- Se você precisa beber pra me levar pra sua casa, então a minha resposta é não.
Por um lado, Amanda lamentou o estado alcóolico que a impedia de pensar direito. Por outro, existia uma vantagem: a visível e inegável incapacidade de mentir em que se encontrava:
- Não é isso não. Eu não preciso beber pra ficar com você. Eu bebi por que... Porque eu queria ter coragem, mas não adiantou nada pelo jeito.
Deixou escapar um soluço, que fez Flora rir e achá-la ainda mais adorável:
- Não sabia que eu era tão assustadora.
O sorriso de Amanda emitiu um brilho que continha o que Flora mais desejava:
- Você não é, você é linda demais e eu quero... Eu quero muito...
Um novo soluço a interrompeu. Flora aproveitou para aproximar o rosto do dela. Com a boca roçando de maneira enlouquecedora no ouvido de Amanda, soprou: 
- Fala, pode me dizer... Você quer o quê?
O tom, a forma que ela usou e a frase em si fizeram Amanda estremecer e confessar sem mais receios nem pudores:
- Te comer todinha. 
Olhou para Flora, esperando a resposta que a fez se arrepiar inteira:
- É o que eu mais quero também.
Apenas para, logo depois, receber um banho de água fria:
- Mas acho que não é o momento certo ainda.


De certa forma, o fato de não se sentir mais cobrada nem pressionada foi um alívio, fez Amanda relaxar e ficar mais à vontade com Flora ainda. Ao mesmo tempo, mexeu um pouco com sua vaidade, fazer Flora perder o controle tornou-se quase um desafio. Queria, precisava levá-la a um ponto em que não resistisse. Por isso, quando Bruno as convidou para a festa de aniversário de um de seus melhores amigos, decidiu: seria naquele dia, ou melhor, naquela noite que a seduziria.
Soube que estava no caminho certo quando entrou no carro de Marina e ela e Débora alternaram milhares de elogios ao fato de, depois de tanto tempo, vê-la completamente produzida. Certeza que se tornou absoluta quando Bruno, assim que sentou ao seu lado no banco de trás, exclamou:
- Bem-vinda de volta ao brilho das divas, miga!
Mas o tijolo final na reconstrução da sua auto confiança foi colocado pela reação de Flora ao vê-la. Completamente paralisada e boquiaberta enquanto Amanda caminhava com uma lentidão calculada em direção à ela. 
Parou bem perto, a milímetros apenas, próxima o bastante para que pudessem sentir o calor uma da outra. Sorriu deliciada com o esforço que Flora teve que fazer para finalmente conseguir dizer:
- O... Oi...
Sustentou o olhar dela e falou:
- Oi.
Antes de roçar os lábios nos dela numa promessa de beijo. Depois, a pegou pela mão, a conduziu até o meio das luzes da pista e começou a dançar na frente de Flora, que continuou apenas olhando-a, estática e literalmente de queixo caído. Aproximou a boca de seu ouvido e soprou:
- Vai ficar só me olhando a noite inteira?
Com os olhos nos de Amanda, Flora mordeu o lábio inferior e respondeu:
- Está difícil fazer outra coisa, você está... Muito... Totalmente... Não sei nem o que fazer com tudo isso...
A risada que Amanda deixou escapar foi de puro prazer:
- Tenho certeza que você sabe... Mas fica a dica...
Passou os braços ao redor do pescoço de Flora e, sem parar de se mover sensualmente no ritmo da música, beijou-a com um ardor inteiramente desmedido.


Por mais que tentassem prolongar o momento, ambas já tinham esperado demais, foi impossível ficar muito tempo naquela festa. Despediram-se  rapidamente dos amigos. Bruno as olhou incrédulo:
- Já vão?
Débora com um sorrisinho cúmplice. Marina falou baixinho no ouvido de Amanda para que somente ela ouvisse:
- Não faça nada que eu não faria.
As duas se olharam e riram antes de Flora pegar Amanda pela mão para saírem com a pressa que a situação exigia.
Entraram no apartamento de Amanda em meio à uma infinidade de beijos e carícias. Flora se afastou o suficiente para olhar para Amanda. Passou as mãos pelo corpo dela e elogiou:
- Você fica deliciosa nesse vestidinho. Mas...
Desnecessário completar com palavras, ficou claro na ação seguinte, quando ela despiu Amanda e fez o mesmo com a própria roupa, deixando as duas só de calcinha. Voltaram a se beijar e a se acariciar, desta vez com a enlouquecedora sensação de pele na pele intensificando o contato, a vontade e os gemidos.
Amanda puxou Flora para a cama com uma urgência que não tentou nem quis disfarçar. Muito pelo contrário, queria que Flora soubesse o quanto estava...
Deixou escapar um gemido ainda mais alto, totalmente deliciado, quando Flora a livrou da peça íntima e, com as duas inteiramente nuas, se encaixou sobre ela e começou a se mover entre suas pernas. Recebeu-a com a mesma necessidade imperativa de explorar integralmente o prazer de tê-la e senti-la. Ondularam juntas, com uma veemência que pouco a pouco encontrou e acertou o andamento, até entrarem no mesmo ritmo. Ao perceber que não conseguiria acompanhar a rapidez com que Flora chegou ao clímax, Amanda a incentivou, soprando em seu ouvido:
- Ai, isso... Assim... Vem, goza gostoso pra mim...
Foi imediatamente obedecida. A maneira que Flora gemeu e se contorceu serviu como estímulo. Assim que a outra relaxou em seus braços, Amanda girou o corpo e se colocou por cima, de pernas abertas sobre ela, a boca grudada em um dos seios, arrancando novos gemidos e fazendo com que Flora imediatamente se recuperasse e a seguisse, buscando-a de novo com ímpeto.
A posição e o fato de estar conduzindo facilitou e permitiu que Amanda atingisse com muito mais facilidade seu objetivo. Desta vez gozaram juntas, em perfeita sintonia. 
Depois, Amanda se deitou ao lado de Flora e a beijou. Foi deliciosamente correspondida, de um jeito que deixava evidente que nenhuma das duas estava satisfeita ainda. A boca de Flora desceu, causando uma infinidade de arrepios. Sem rodeios nem disfarces, diretamente para o sexo de Amanda, onde mergulhou e, com a mesma voracidade deliciosamente inesperada, chupou, lambeu, passou a língua... Arrancando uma série de suspiros, gemidos e uma entrega irrestrita. A respiração de Amanda se tornou cada vez mais descontrolada, ela estremeceu, puxou os cabelos de Flora com força e explodiu num prazer tão intenso que a deixou fraca e largada em cima do colchão, sem ser capaz de abrir os olhos durante um tempo que pareceu infinito.
Flora subiu e se deitou, o corpo todo sobre o de Amanda. Soprou no ouvido dela:
- Gozei de novo só de te sentir na minha boca... 
Só então Amanda a fitou, sorrindo, sem saber se era mesmo verdade ou apenas uma provocação. Pouco importava, em ambos os casos, era igualmente delicioso. Enlaçou-a pelo pescoço e, puxando-a para si, colou os lábios nos de Flora e a beijou com uma languidez preguiçosa, repleta de satisfação e carinho. 
Quando as bocas se separaram, Flora se levantou da cama, caminhou até as próprias roupas e as pegou do chão. A surpresa e a decepção estavam claras na voz de Amanda:
- Você já vai embora?
Flora foi muito mais do que rápida em esclarecer:
- Não. Eu só ia pegar meu celular pra avisar a minha mãe que eu não vou pra casa.
Logo depois, expôs a própria insegurança:
- A menos que você não queira que eu fique...
Entre aliviada, divertida e feliz, Amanda riu:
- Quer um convite oficial?
Fazendo-a devolver no mesmo tom implicante e íntimo:
- Mal não faria.
Com um sorriso que Flora achou magnífico, Amanda pediu:
- Dorme aqui comigo?
Sorriu de volta, sem nem sentir, enquanto caminhava em direção à cama e ao apelo completamente irresistível:
- Dormir é a última coisa que eu pretendo fazer, acredite.
Pulou sobre Amanda, que deixou escapar um gritinho. Segurando-a pelos pulsos, ergueu suas mãos acima da cabeça e imobilizou-a sem precisar fazer esforço, pois ela não tentou nem queria resistir.
- Vou te comer todinha... De todas as maneiras possíveis...
Promessa que, durante o resto da noite e boa parte da madrugada, Amanda a ajudou e obrigou a cumprir.

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Postado em 01 de outubro de 2018 às 18h.

4 comentários:

  1. Adorei o cap, finalmente Amanda deixando o fantasma de Michelle descansar em paz. k k k
    Flora é tudo de bom, gostei de ver Amanda se dando a oportunidade de uma relação com alguém da idade dela,
    ela q se acha tão mais 'adulta' q as de sua idade (piada né... se acha pouco a girina).
    Um cap. mto bom, desejo bons augúrios para elas...

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    1. Uma hora a Amanda teria que esquecer a Michelle, né? Mas será que a Flora tem mesmo chance? Veremos!

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  2. Ahh, nem sei o que pensar dessa girina aí...
    O capítulo foi ótimo, mas sinto que a 'girina mor' ali tá escondendo o jogo, sei lá, ela não parece tão verdadeira.
    Mas claro, pode ser só coisa da minha cabeça tbm, eheheh...

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    1. Escondendo o jogo? Como assim?
      Fale-me mais sobre isso, pleaaase!?

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