segunda-feira, 3 de setembro de 2018

CAPÍTULO 06 - KISS THEM FOR ME


MÚSICA QUE INSPIROU O CAPÍTULO:



OBS IMPORTANTE: Este romance é um spin off de FALSAS VERDADES e crossover com LUAS DE MARIASVocê não precisa ter lido nenhum dos dois para compreender esta história, mas claro que quem leu vai aproveitar bem mais a volta das personagens...

Para ler FALSAS VERDADES acesse: http://falsasverdadess.blogspot.com.br/


Sentada com os amigos no bar de sempre, Amanda parecia quase feliz. No entanto, nem Débora nem Marina estavam realmente convencidas de que o aspecto dela refletia mesmo o verdadeiro estado da amiga. 
Quando Débora perguntou:
- Como você está?
Amanda falou de forma absolutamente leve e bem-humorada:
- Facinha.
E começou a olhar em volta, como quem avalia as possibilidades, fazendo com que as duas finalmente acreditassem. Marina riu alto. Bruno debochou: 
- Aleluia!
Acompanhou o olhar de Amanda, que parou em uma das possíveis “candidatas” da noite. Imediatamente passou a ficha:
- O nome é Flora. 22 anos, estuda cinema, assumida, perguntou sobre você pra mim, nunca ficou com a Marina. E é linda, não achou?
A resposta de Amanda foi inteiramente desprovida de falsos pudores e igualmente rápida:
- Linda é pouco...
Os dois riram antes de Amanda expressar o próprio espanto:
- Como é que eu nunca tinha visto?
Era a deixa que Bruno precisava:
- Você andava totalmente cega, meu amor.
Impossível contestar, tampouco lamentar. A despeito de tudo, estar apaixonada e namorar com Michelle tinha sido uma experiência positiva, mas uma coisa era certa:
- Agora é passado.
Amanda então se virou para o futuro que de forma generosa se oferecia, naquele instante sob a forma de uma mulher que lhe parecia absolutamente interessante. Uma desconhecida com quem pretendia travar o contato mais íntimo possível. 
Bastou um sorriso. Foi imediatamente correspondida. Inicialmente, mantiveram um diálogo sem palavras, que culminou em Flora caminhando em sua direção, enquanto Amanda esperava, saboreando o prazer da excitação e da expectativa e Bruno se levantava, deixando a cadeira ao lado dela livre:
- Demorou! 


Se Amanda dissesse que não se esforçou, estaria mentindo. Tentou, realmente tentou. No entanto, por mais que quisesse seguir em frente, ainda lhe parecia impossível, fechava os olhos e era a imagem de Michelle que surgia em sua mente. 
Por isso, quando Flora parou o carro ao lado de sua portaria, não a convidou para subir. Não havia necessidade de palavras, o olhar dela disse tudo. Entretanto, Amanda sentiu uma necessidade imperativa de explicar:
- Eu acabei de sair de um relacionamento um pouco difícil e não me sinto pronta pra...
Flora não a deixou completar:
- Tudo bem. 
Sorriu para Amanda, que não foi capaz de disfarçar a própria surpresa, levando Flora a completar:
- Eu já sabia e não esperava mais do que isso.
Beijou-a de leve nos lábios e despediu-se:
- Boa noite.
Amanda sorriu de volta. Depois, saiu do carro, deu a volta no veículo e, ao invés de caminhar até a porta do prédio, parou ao lado da janela de Flora:
- Isso não quer dizer que eu não gostei.
Achou absolutamente lindo o sorriso que recebeu como resposta:
- Eu sei.
Inclinou-se e, seguindo única e exclusivamente a vontade que sentiu, beijou-a de novo. Um mero roçar de lábios, repleto de promessas de ambos os lados.
Enquanto girava a chave na ignição e dava partida no carro, Flora falou:
- O Bruno tem o meu número. Se quiser me ligar...
Piscou para Amanda e completou:
- Vou adorar.
Depois, virou-se para o volante e partiu, sem olhar para trás. Amanda permaneceu alguns segundos ali parada, antes de girar sobre os próprios calcanhares e seguir, totalmente deliciada, para casa.


Durante os dias que se seguiram, foi obrigada a suportar a insistência de Bruno:
- Já que foi bom e a guria não forçou nada, por que você não liga?
Marina concordava:
- Sai com ela, dá uns beijos, se diverte, não tem nada demais.
Já Débora achava o fim da picada:
- A Amanda tá certíssima. Não vai usar a outra como a Michelle fez com ela.
Bastou um único olhar para Amanda para se arrepender de ter citado o nome que, na mesma hora, a deixou cabisbaixa:
- Ai, desculpa! Eu não queria...
Antes que o assunto indesejado ganhasse espaço, Amanda a cortou:
- Tudo bem. 
Suficiente para que os três amigos compreendessem a mensagem. A primeira a mudar o foco foi Marina. Encostou o cotovelo no braço de Amanda de forma disfarçada e falou baixinho, indicando uma garota que passava:
- Olha que gata...
A reação de Débora foi tão feroz quanto imediata:
- Ah, você gostou?
Enquanto Bruno sacudia a cabeça em reprovação, Marina tentou se justificar:
- Claro que não! Só tô tentando animar a Amanda, meu amor...
Tanto Amanda quanto Bruno já esperavam o que se seguiu. A repetição eterna do que presenciavam quase diariamente desde que Marina e Débora tinham começado a namorar. Não se preocuparam, sequer prestaram atenção, sabiam perfeitamente que, indignada, Débora tentaria se levantar, que Marina a seguraria, impedindo-a de se afastar e que a resistência dela seria breve, o contato físico transformaria com facilidade a briguinha em mais uma beijação, esfregação e amasso intercalada por juras de amor eterno de ambas as partes.
A surpresa veio por parte de Flora, que se sentou ao lado de Amanda na grama:
- Elas são sempre assim?
A resposta veio de Bruno:
- Infelizmente, sim.
No entanto, não era nele nem nas duas se pegando ao lado que o interesse de Flora estava. Segurou a mão de Amanda numa carícia tão suave quanto a maneira que soprou:
- Tudo bem com você?
Assim que seus olhos encontraram os de Flora, gerando entre as duas uma energia quase palpável, Amanda viu-se compelida a se explicar:
- Desculpa eu não ter te ligado...
Mas Flora não permitiu que completasse: 
- Um erro, sem dúvida. 
Com os olhos fixos nos lábios de Amanda e o rosto muito próximo do dela, foi deliciosamente provocante:
- Facílimo de consertar.
Não precisou dizer mais nada. Amanda sorriu e se entregou à vontade de dar à Flora e à si mesma o que ambas queriam. 
Bruno acompanhou todo o movimento. Sorriu, feliz por Amanda, quando ela e Flora começaram a se beijar. Depois, olhou para o outro lado, onde Marina e Débora continuavam a se agarrar. Não resistiu:
- Pelamor! Estou cercado de sapas no cio!
As quatro riram, mas nenhum dos dois casais parou nem se afastou. Bruno então se levantou, limpou o fundilho dos jeans com as mãos e informou:
- Não nasci pra vela não, meu amor. Vou dar uma circulada.
Logo depois, Marina também se pôs de pé e puxou Débora pela mão, ajudando-a a levantar.
- Também estamos indo.
Amanda não afastou a boca da de Flora nem por uma fração de segundo, apenas levantou o polegar.
Na ausência de percepção de tempo e espaço em que estava mergulhada, perdida nos lábios que buscavam os seus com total reciprocidade, Amanda não soube dizer se minutos ou horas se passaram. Piscou, tentando se situar quando Flora sugeriu:
- Vamos sair daqui?
Antes que pudesse responder, sua atenção foi atraída para aquilo que, ao mesmo tempo, mais temia e desejava ver. Esquecida de todo o resto, seguiu Michelle com o olhar enquanto ela atravessava o campus, do prédio da Reitoria em direção ao Centro de Convivência. Gelou quando, no meio do caminho, ela se deparou com ninguém menos que Laura. 
As duas não se beijaram, nem precisava. O breve contato físico que trocaram - olhos, sorrisos e mãos que se encontraram - continha uma intimidade e cumplicidade inegáveis, que Amanda conhecia muito bem, de tanto presenciá-la. Seguiram juntas, na direção que Michelle ia antes das duas se cruzarem, numa felicidade evidente e inegável. 
A despeito da dor cortante a rasgá-la, de forma inteiramente masoquista, Amanda as acompanhou até perdê-las de vista. Só depois se lembrou de Flora. Tarde demais, pois quando se virou, ela já não estava mais ao seu lado.


Ao se dar conta de que Flora a tinha deixado, Amanda levantou quase de um salto. Olhou ao redor e caminhou um pouco, procurando-a, pronta para ir atrás dela e se desculpar. Era o que teria feito, se não a encontrasse onde menos esperava: praticamente do lado de Michelle e Laura.
Sentou-se rápido, abaixou a cabeça e se encolheu em seu próprio desespero. A última coisa que queria e precisava era ser vista pelas duas. Ficou ali em total imobilidade, quase sem respirar, durante um tempo que pareceu incontável, até que uma mão encostou em seu ombro e a fez saltar. Um misto de alívio, incredulidade e raiva a tomou quando percebeu de quem se tratava:
- Flora!
Praticamente gritou, sem tentar disfarçar a indignação.  Ela se sentou na frente de Amanda rindo:
- Voltei. Mas se preferir eu posso sumir outra vez.
Ameaçou se levantar, mas Amanda a impediu, segurando-a pelo braço:
- Espera...
Quando os olhos se encontraram, não aguentou:
- Que merda foi essa?
Flora riu novamente:
- Não era eu que devia te perguntar isso?
Sem resposta ou justificativa possíveis, Amanda mergulhou num silêncio repleto de culpa e vergonha. Flora não sentiu a menor pena ou arrependimento, muito pelo contrário, foi escrachada:
- Já que você não me olhava, fui até onde seus olhos estavam. 
Conseguiu fazer com que Amanda finalmente falasse:
- Eu sinto muito. Eu não...
Antes que pudesse concluir, Flora terminou a frase:
- Não conseguiu se controlar quando viu a sua ex? Eu percebi. Exatamente por isso fui lá conferir. Queria saber o que ela tinha de mais.
Fez uma pausa, esperando a reação de Amanda, que voltou a se calar. Então, mudou totalmente o tom. De uma maneira suave, quase doce, falou:
- Eu sei muito bem como é. Não passa assim, do nada.
A mudez de Amanda continuou sendo um estímulo para que continuasse:
- Sei que está recente, que você ainda não se recuperou completamente e que eu posso me ferrar muito, mas...
Segurou as mãos dela, olhou dentro dos olhos de Amanda e afirmou:
- Estou interessada em você a ponto de arriscar.
Desta vez, o silêncio de Amanda mergulhou Flora na mais profunda ansiedade:
- Você não vai falar nada?
Amanda sorriu, sacudindo a cabeça de um lado para o outro em negação. Depois, segurou o rosto de Flora entre as mãos, colou os lábios nos dela e a beijou... Com uma intensidade e uma veemência que dispensavam palavras.

CONTINUA NA PRÓXIMA 2a feira...
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Postado em 26 de setembro de 2018 às 18h.

6 comentários:

  1. Já me apaixonei por Flora... zizuis como sou volúvel... (q nada Laura ainda é minha preferida, mas neste ela apenas vai dar o ar da graça alguns segundos... tenho q me precaver) k k k
    To curiosa pra ver o q isso vai render, qto a Marina e Débora, essas briguinhas ainda vão ar M...
    Tá mto bom... to adorando.

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  2. Tanta insegurança por parte da Debora vai acabar por azedar o doce...Marina de tanto se retrair e ceder um dia rebenta, só quero ver... ;) Que bom rever Michelle e Laura mesmo que de passagem...E Amanda se roendo e se corroendo, mas eis que surge Flora...uhmmm aguardemos pela evolução dos acontecimentos...Sempre boa esta inquietaçāo do que nos reserva as tuas histörias...
    Beijos Sandra

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    1. Débora tá passando um pouco dos limites, né?
      Eu tbm estava com saudade de Laura e Michelle!
      Com relação à Flora... Será q ela faz a Amanda sossegar? Veremos! Kkk

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  3. Brigas e beijos... Mais brigas e mais beijos... Isso já tá começando a assustar, ou elas se 'ajeitam' ou isso ainda vai dar um grande M...
    Flora, Flora. Que guria arretada essa aí, ansiosa pelos próximos capítulos.

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    Respostas
    1. Ah, pois é... Marina e Débora sempre entre tapas e beijos! Vamotver até quando vão aguentar!

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