segunda-feira, 3 de setembro de 2018

CAPÍTULO 05 - CANDY


MÚSICA QUE INSPIROU O CAPÍTULO:



OBS IMPORTANTE: Este romance é um spin off de FALSAS VERDADES e crossover com LUAS DE MARIASVocê não precisa ter lido nenhum dos dois para compreender esta história, mas claro que quem leu vai aproveitar bem mais a volta das personagens...


Para ler FALSAS VERDADES acesse: http://falsasverdadess.blogspot.com.br/


A partir daquela noite, a mudança foi profunda, mas ainda estavam longe do que Marina queria. Pois por mais que agora tentasse disfarçar, Débora não conseguia esconder a insegurança e o ciúme que sentia. Isso fazia com que Marina se sentisse insegura também. Tomava o maior cuidado possível, mas na maioria das vezes se via surpreendida, pois as reações de Débora eram imprevisíveis, não possuíam razão nem motivo. A tal ponto que preocupação e tensão se tornaram companheiros habituais de Marina.
Ficarem as duas sozinhas parecia a única maneira de evitar conflito. Desde que Marina segurasse a língua, o que muitas vezes era inviável. No entanto, com uma habilidade invejável, Marina acabou aprendendo a lidar com os altos e baixos e surpresinhas que a namorada lhe reservava. Como naquele dia específico. Em quase quatro meses, era a primeira vez que Amanda havia convencido Michelle a sair com ela e os amigos.
Tinham acabado de entrar no carro de Marina. Débora deixou escapar num suspiro:
- Estou com pena da Amanda.
Marina foi obrigada a discordar:
- Por quê? Ela conseguiu o que tanto queria, não conseguiu?
A réplica de Débora foi imediata:
- Será? Não sei não.
Disposta a encerrar o assunto cuja periculosidade considerava irrestrita, pois a possibilidade de brigarem era nítida, Marina não disse mais nada. Girou a chave na ignição e partiu a caminho da casa de Débora, onde dormiriam e ficariam para almoçar com a mãe dela no dia seguinte. 
Obviamente, não seria tão fácil. Débora a questionou antes que dobrassem a esquina:
- O que você achou da Michelle?
A pergunta era exatamente o que Marina esperava, por isso já tinha a resposta na ponta da língua: 
- Quer saber a verdade? Acho que ela até gosta da Amanda. Mas isso não vai durar. 
Não era o que Débora queria saber. O tiro saiu pela culatra, pois só serviu para transformar a desconfiança dela em certeza:
- Achou a Michelle interessante, não é?
Naquele momento, a única defesa de Marina era o ataque:
- Você não?
Débora nunca, jamais confessaria. Tampouco mentiria:
- Sinceramente? Eu já tenho mãe.
Concordava com Bruno neste aspecto. Achava a diferença de idade inconciliável, por mais que Michelle fosse bonita, inteligente, sexy e... 
A risada de Marina fez Débora perceber que havia se perdido nos próprios pensamentos libidinosos. A pontada de ciúme que Marina sentiu a impediu de medir as palavras:
- Não querendo desmerecer a minha sogra, que é muito gata, mas não tem comparação. 
Voltou a rir, desta vez do jeitinho canalha que Débora amava tanto quanto odiava. Conteve o ímpeto que sentiu de estapeá-la com as mãos, mas o fez com a fala:
- Resumindo: você pegaria a Michelle.
Não houve hesitação alguma por parte de Marina. Ela parou o carro, virou para Débora e afirmou:
- A única que eu quero pegar é você, meu amor.
Puxou-a para si e a beijou, com a mesma veemência apaixonada com que falou. Débora se derreteu nos braços de Marina, correspondeu com tanto ardor que ambas ficaram sem ar. Quando as bocas se separaram, a primeira coisa que Débora fez ao olhar para Marina foi sorrir. Com uma felicidade cristalina. Ainda mais apaixonada, se é que isso era possível. E, incrivelmente, ter consciência disso não a deixou com medo, não estava sequer assustada com a força do que sentia. Pelo contrário. Era a realização de seu desejo mais profundo, algo que na superficialidade efêmera e impessoal das relações em que estava imerso o mundo em que viviam, sempre tinha julgado impossível. Foi com uma serenidade absoluta que perguntou:
- Agora me diz. O que você realmente pensa sobre esse namoro da Amanda com a Michelle?
A mudança não passou despercebida. Marina sentiu perfeitamente a confiança e a segurança que Débora finalmente parecia ter adquirido. Deixou-a confortável o suficiente para ser sincera, sem o temor de ser mal interpretada que ultimamente a conduzia:
- Achei a Michelle super simpática. Ela tem um carinho e um cuidado com a Amanda que é inegável, dá pra ver que rola uma atração fortíssima entre as duas, tá na cara que ela se preocupa com a Amanda e gosta muito dela, mas.... Não acho que a Michelle esteja apaixonada.
Na mesma hora, Débora assentiu:
- Concordo com você, viu? Algo me diz que se a ex estalar os dedos a Michelle volta pra ela correndo.
Antes de ligar o carro, Marina deixou escapar um suspiro:
- Só nos resta torcer para estarmos erradas.
Assim que o veículo voltou a andar, Débora deixou escapar:
- E segurar a onda da Amanda se estivermos certas.
A resposta de Marina foi sacudir a cabeça em concordância. Depois manteve o silêncio, pois nunca, jamais confessaria a ninguém o quanto temia que Amanda procurasse conforto nos braços de Débora caso ficasse de novo solteira.


Depois que Amanda foi embora da própria festa de aniversário, arrasada ao descobrir que Michelle a tinha traído com a ex mulher,  Marina se virou para Débora e propôs:
- Vamos?
Na mesma hora, Débora aceitou. Caminharam juntas até o carro sem trocarem uma palavra sequer. Cada uma imersa em seus próprios pensamentos e medos. Débora tentando afastar a insegurança repetindo para si mesma: “A Marina me ama, ela jamais faria isso comigo”. Marina remoendo a oferta que Débora fizera para Juliana: “Qualquer coisa liga pra gente.” Tentando se convencer de que não havia mais nada, era apenas amizade o que Débora sentia por Amanda. Inutilmente.
Quando as duas entram no carro, a primeira coisa que Débora fez foi exclamar:
- Caralho! Eu não acredito!
Enfatizando em cada sílaba a extensão de seu pavor, desaprovação e perplexidade pelo que havia acontecido. 
Mas Marina se encontrava incapaz de interpretar aquilo corretamente. Não aguentou guardar a dúvida para si mesma, precisava ter certeza. Foi com a honestidade que lhe era característica que perguntou:
- Isso faz diferença? Mudou algo pra você?
Débora a olhou sem compreender:
- O quê?
Marina não fez rodeios:
- A Amanda voltar a ser solteira?
No entanto, Débora continuou perdida:
- Juro que não estou entendendo.
Obrigando Marina a ser mais direta ainda:
- Você pretende consolar a Amanda?
Aquilo era totalmente inacreditável para Débora, por isso ela continuou achando que não podia ser, não devia estar compreendendo:
- Pera... Não é possível, eu não ouvi direito. É isso mesmo que você está sugerindo? Você acha mesmo que eu e a Amanda...?
Ouvir a frase na íntegra seria demais para Marina, por isso a cortou antes que se completasse:
- Não sei.
Durante alguns segundos que pareceram durar a eternidade, Débora ficou olhando para ela boquiaberta, sem piscar. Ainda não tinha se recuperado inteiramente do choque ao afirmar:
- Marina, a Amanda é nossa amiga. Mais sua do que minha, aliás.
Havia um desespero visível na forma que Marina sustentou o olhar de Débora ao replicar:
- Isso não quer dizer nada. Afinal, você e ela...
Débora não deixou barato:
- Você e ela também.
A defesa de Marina era incontestável:
- Pra mim foi só diversão. Mais nada.
E a de Débora igualmente séria:
- O que eu sentia pela Amanda desapareceu no primeiro beijo que você me deu.
Entretanto, nem assim Marina se convenceu. Débora a conhecia o suficiente para perceber, bastou um único olhar. Segurou as mãos de Marina da mesma forma apaixonada com que a olhou nos olhos e, sorrindo para ela, declarou:
- Você não sabe que eu te amo? Que eu estou de quatro, que eu sou completamente apaixonada, louca por você? 
O beijo que se seguiu foi a prova concreta de tudo que Débora havia dito. Quando finalmente se separaram, em busca de ar, Marina estava inebriada e realizada demais para fazer algo além de sorrir e afirmar:
- Eu também, desde a primeira vez que nos beijamos.
Sorriu de uma maneira que Débora achou tão linda quanto o jeito que completou:
- Eu te amo.


Marina estava com pressa quando abriu a porta de casa, atravessou a sala quase correndo, foi puxando Débora pela mão em direção ao seu quarto. 
Cruzaram com um dos roommates de Marina no caminho, ele mal teve tempo de levantar a mão e saudar, primeiro Marina:
- Fala Marina! - e Débora logo em seguida: - E aí, primeira e única?
Débora ainda conseguiu responder:
- Oi, Bernardo!
Antes que Marina fechasse a porta e colasse a boca na dela. Encostou-a na parede e pressionou o corpo contra o de Débora, arrancando uma série de gemidos deliciados. Débora se entregou integralmente, permitiu que ela fizesse tudo que quis. Enlouquecida com a passividade inédita, Marina não se fez de rogada. Com toda a vontade que a doçura de Débora a fazia sentir, concentrou o seu prazer em tocá-la, acariciá-la e despi-la. Foi correspondida com a mesma urgência. Chegaram nuas na cama. Sem parar de beijá-la, Marina se encaixou em cima de Débora. Desenhou com a boca uma linha de fogo em seu pescoço antes de descer para os seios. Débora gemeu, suspirou, apertou-a e se esfregou nela com loucura. Marina deslizou, acariciando, provocando, tocando o corpo de Débora inteiro, primeiro com as mãos e depois com a boca. Débora continuou deixando que ela conduzisse, apenas acompanhou o ritmo. Gemeu alto quando Marina aumentou a velocidade da língua:
– Ai, amor... Vai ser... Muito rápido assim...
O sorriso de Marina foi um misto de prazer, paixão e satisfação plenos. Pois conhecia perfeitamente cada predileção de Débora, em especial a de prolongar o momento e o desfecho. Algo no qual estava se tornando, se não perita, confiante a ponto de garantir, num sussurro roufenho:
– Não vai não... 
Subiu, ondulou em cima de Débora, se esfregando, provocando-a insuportavelmente, levando-a quase ao limite e depois parando, várias vezes. Mostrando domínio e habilidade absolutos sobre o corpo dela e sobre si mesma. 
Débora delirou, vibrou e se entregou completamente à falta de controle. O poder era todo de Marina, que o exerceu de forma abusivamente envolvente e sedutora, fazendo Débora perceber que até aquele momento, Marina tinha se controlado, como se estivesse sempre pisando nos freios. 
“Respeitando o meu tempo e o meu medo”.
Concluiu finalmente.
Gemeu o nome dela enquanto a puxava ainda mais para si:
- Marina... Marina...
As unhas cravadas nas costas dela, a boca contra o pescoço, o hálito quente fazendo Marina se arrepiar e se contorcer com um prazer que se tornou quase absoluto quando Débora soprou em seu ouvido:
- Eu sou sua, meu amor... Toda e só sua... Faz o que quiser comigo...
Completamente entregue, enfim.
Marina não aguentou, perdeu completamente o controle, falou igualmente ofegante e rendida, entre gemidos:
- Então vem, amor... Goza comigo...
Muito mais uma súplica do que uma ordem, proferida com uma paixão intensa, quase febril, enquanto orquestrava com os dedos o orgasmo mais intenso que Débora já havia atingido. 
Acompanhando-a numa explosão igualmente arrebatada, Marina pensou que fosse perder os sentidos, tal a força da plenitude que atingiu. Ficou nos braços de Débora, agarrada a ela, sem se mexer. Sentindo o coração que palpitava igualmente descompassado de encontro ao seu. 



Marina acordou com o corpo de Débora deliciosamente grudado em suas costas. Arrepiou-se inteira com os beijos que subiram de seu ombro para o pescoço, na clara intenção de despertá-la. Praticamente ronronou:
- Uhm... Adoro começar o dia assim...
Virou-se para a namorada, a tomou nos braços e correspondeu com uma intensidade que era ao mesmo tempo efeito e prova do que acabara de dizer.
O corpo de Débora a recebeu integralmente, a única resistência surgiu sob a forma de uma implicância absolutamente bem-humorada:
- Eu só fiz... Um carinho, não era pra você... Ficar toda tarada não...
A maneira como Débora se moveu debaixo dela e a puxou com mais força ainda para si, negando completamente o suposto protesto fez Marina rir e replicar à altura:
- Quer que eu pare?
Lançou antes de colar a boca em um dos seios de Débora, que deixou escapar um gemido antes de conseguir responder:
- O que você acha?
Marina levantou a cabeça e a olhou, sorrindo... No segundo ínfimo que levou para passar de um seio para o outro:
- Não sei...
Soprou com o mesmo tom voluptuoso, provocante e exigente com que pousou os lábios, rodeou o bico com a língua e depois sugou o mamilo:
- Deixa eu ver...
Desceu a mão direita numa carícia que antecipava o que ambas sabiam que viria a seguir. A precisão com que Marina tocou o sexo de Débora, mergulhando as duas numa vertiginosa espiral de prazer.
Quando sentiu que Débora estava próxima de chegar ao fim, Marina soprou em seu ouvido:
- Quer que eu pare?
E diminuiu o ritmo, numa tentativa inútil de mostrar que seria capaz de atendê-la caso Débora dissesse que sim. No entanto, as duas sabiam que se tratava apenas de um arremate, o tempero que propiciaria um desfecho mais triunfal ainda. 
Com a dificuldade que a respiração alterada produzia, Débora pediu:
- Goza comigo...
De um jeito que mesclava com perfeição toda a urgência, exigência e súplica que o momento envolvia. E que tornava impossível para Marina algo além de obedecê-la.
Gozaram juntas, com a profundidade e a veemência que o amor que sentiam uma pela outra imprimia.
Depois, se deixaram ficar abraçadas, Marina passando os dedos de leve pelas costas de Marina enquanto ela suspirava:
- Eu poderia ficar o dia inteiro aqui, assim.
- Eu também.
A concordância de Débora foi tão imediata quanto o próximo passo, que deram juntas, encarando a impossibilidade de transformar o desejo que compartilhavam em realidade:
- Infelizmente, hoje não dá.
- É, não mesmo.
Trocaram um último beijo antes de se levantarem, prontas para enfrentarem a sexta-feira que prometia, pois além de ser o dia da semana em que as duas tinham mais atividades curriculares, pretendiam e iriam cumprir o que haviam planejado na véspera: tirar Amanda da depressão pós traição e fim de namoro com Michelle em que ela se encontrava.

CONTINUA NA 4a feira...
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Postado em 24 de Setembro de 2018 às 18h.

8 comentários:

  1. Mto bom, as duas realmente se amam e cada uma tem sua insegurança... Débora tem ciumes da própria sombra exagera neste tempero, vai acabar por perder Marina se seguir assim. Já Marina tem q ver q Débora é amiga da girina e amigas estão sempre a postos pra ajudar nos tombos q a vida oferece... Estas duas ainda vão dar o q falar... To adorando tudo...

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    1. Cabrita, concordo com vc, Débora é ciumenta demais, isso não pode dar certo, além de ser inaceitável, né? Marina tbm precisa se impor, vamos ver até quando ela aceita se anular para agradar a namorada...
      Será que agora a Amanda esquece a Michelle? Ou não?

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  2. Gente, que isso?! tô sem fôlego!

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  3. Cada capítulo é um apertinho diferente no coração!!
    Diedra e seu dom de arrasar em tudo que escreve ❤

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    1. Vivian Raphaella, sua linda!
      Obrigadíssima pelo carinho! Espero que vc continue lendo, comentando e... Gostando, claro! kkk
      bjo muito mais que suuuuper ultra mega hiper especialmente gigantesco no cooração!

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  4. Ahhh, essas girininhas...
    Marina é tão... Segura de si e cheia dessa insegurança (é o amor, rs). E Débora, ai ai... Tem que mudar umas coisinhas aí menina.
    Mas é tão fofinho ver as duas juntas.
    Nem preciso dizer que estou amando, né?!

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    1. LyaCampozano vc não é fã da Amanda, mas em compensação, tem um tombo pela Marina, né não? Kkk

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